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Literatura e Teatro


21º FUTB – Dramaturgia

Política, religião e futebol. Quando estes três assuntos entram em discussão em uma roda de amigos ou até mesmo da família dos brasileiros, é certeza de confusão. São temas que envolvem rivalidades e muita paixão. Os ânimos se exaltam porque não se pensa com a razão – todo mundo tem certeza que está certo.

O que é uma televisão em frente às discussões sobre futebol, política e religião? Como a mídia mais popular do Brasil influencia nos ânimos, nos argumentos, na certeza da paixão? O que nós, movidos pela emoção e com a ajuda da telinha, podemos fazer para provar que estamos certos?

Este é o tema que trabalho na oficina de Dramaturgia do 21º Futb. Os dois parágrafos acima representam a idéia central de um projeto de peça de teatro. É óbvio que em uma oficina de cinco dias não irei produzir um drama, mas as aulas estão sendo ótimas para ter um bom embasamento.

Dramaturgia contemporânea, sem viagens abstratas em qual o autor esquece de propor o sentido. Em vez disto, um enredo a partir da escola do realismo. Este é o meu desafio!

Escrito por Giovanni Ramos às 22h54
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21º FUTB - Começou bem

O 21º Festival Universitário de Teatro de Blumenau (Futb) começou na sexta-feira e começou bem! O primeiro espetáculo, convidado do Rio de Janeiro, foi bom demais. A peça O Descobrimento da América é um monólogo de um italiano que viaja junto com Colombo as Américas e conhece de todas as formas o “admirável mundo novo”.

Cheguei em cima do laço para assistir e valeu muito a pena. Depois música, bebida e uma concentração de pessoas que apreciam a agenda cultural do município se divertindo no Salão Centenário – é com certeza uma das melhores partes do festival.

O pós-peça ocorre todos os dias e eu fui também no sábado, depois de ver Butterfly da Udesc. Não curto muito teatro-dança, mas tenho que admitir que estava muito bem feito.

Segunda-feira começa a oficina de Dramaturgia. Quando eu voltar para casa, escrevo mais sobre o evento.

Escrito por Giovanni Ramos às 23h56
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Perdemos

Caxias do Sul ganhou três votos e Blumenau dois. Perdemos o título de Capital Brasileira da Cultura 2008. Parabéns para a Serra Gaúcha. E quanto a nós, blumenauenses, resta levantar a cabeça e continuar com os projetos culturais.

O 21º Futb, que começa sexta-feira, será uma oportunidade para os blumenauenses assistirem teatro a preços acessíveis no Carlos Gomes. Para mim, serão dias de conversa com teatreiros em busca de um novo projeto teatral – em cima do palco e na criação das peças. A oficina de dramaturgia vem aí!

Escrito por Giovanni Ramos às 23h20
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Blumenau – Capital da Cultura

Discorri este assunto em comentários de outros blogs, e agora faço minha defesa sobre a candidatura de Blumenau no projeto Capital da Cultura 2008 no Dell’Arte.

A Fundação Cultural de Blumenau (FCB) inscreveu o município para ganhar o título de Capital Brasileira da Cultura em 2008. O projeto foi criado por uma ONG em 2003 e possui o objetivo de fomentar os valores culturais brasileiros.

O município escolhido montará um calendário cultural especial e ganhará uma visibilidade para investir em projetos artísticos. O título está atualmente com São João Del Rei (MG). Para 2008, Blumenau concorre com Caxias do Sul (RS). A escolha deverá ser este mês.

E Blumenau merece o título? Merece sim. A história o município não possui atrativos culturais, que faltam opções de lazer é na verdade um mito a ser quebrado assim como do hábito da leitura – descobri semana passada que a biblioteca pública teve um aumento na procura de 41% em sete anos.

A maioria dos blumenauenses não apreciam os programas culturais? Pode até ser verdade, mas em qual município deste país isto não ocorre? Em que parte deste Brasil a Televisão não substitui o teatro? O público que gosta de arte é fiel e merece um investimento maior na área.

E as opções culturais a preços acessíveis estão aí: Temporada Blumenauense de Teatro, Circo Acústico, Galerias de Arte abertas, biblioteca pública com 65 mil livros e diversos programas na agenda, shows de rock durante o dia a cinco, dez reais.

Deveríamos ter mais opções? Sim, por isto vamos apoiar a candidatura BLUMENAU CAPITAL DE CULTURA 2008. Só temos a ganhar.

Em tempo: a história do aumento na biblioteca municipal rendeu uma boa matéria na semana passada – uma das que eu mais gostei de fazer. Ela está disponível até quarta-feira no site do Santa. Depois da data, me procurem!

Escrito por Giovanni Ramos às 23h47
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Vem ai

Vem aí o Festival Universitário de Teatro de Blumenau. De 6 a 14 de Julho no Carlos Gomes, FCBlu e locais públicos do município.

Como sempre, estarei direto no evento. Vou me inscrever em uma oficina, e assistirei as peças do final de semana e das noites.

Não ando atualizando o blog, mas com certeza >>> durante o FUTB, o DELL'ARTE terá um post por dia, comentando o festival inteiro!!!!

Escrito por Giovanni Ramos às 01h04
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Big Brother is Watching

Guerra é paz

Liberdade é escravidão

Ignorância é força

(lema do partido de 1984)

 

Ganhei de presente o livro 1984, de George Orwell. Eu já tinha lido a obra e justamente por isso a alegria foi enorme. 1984 é o melhor livro que eu já li até hoje.

 

Escrito pelo profeta George Orwell, 1984 traz uma história de uma nação controlada por um regime totalitário que se mantém no poder através do controle do pensamento das pessoas. Câmeras estão por todas as partes das ruas e das casas, vigiando cada ação dos moradores.

 

O líder da nação é o Grande Irmão (Big Brother), um governante onipresente que vigia todos os moradores da ilha. Para conter revoluções, o partido inicia a criação de um novo idioma, que vai eliminar os termos que podem ser usados contra o país.

 

A ficção de Orwell, que escreveu a obra em 1948, após o fim da Segunda Guerra, é perfeita para analisar a sociedade em que vivemos hoje. Guerras sem explicações, câmeras por todos os lados, e políticas para conter revoluções na raiz, destruindo as idéias revolucionárias.

 

Orwell escreveu também A Revolução dos Bichos, uma fábula anarquista perfeita que satiriza a Revolução Russa de 1917. Li a obra por causa da aula de sociologia no primeiro semestre da faculdade e gostei tanto que fui procurar o 1984 para ler.

 

1984 e a Revolução dos Bichos - ótimas recomendações!!!

Escrito por Giovanni Ramos às 12h04
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O Filme do ano

O filme do ano, da década, do século, do milênio....

Escrito por Giovanni Ramos às 12h45
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Teatro em Itajaí

A cidade de Itajaí está prova mais uma vez, que valoriza a cultura e as artes brasileiras. O município, que sedia a Mostra Internacional de Teatroem Maio, lança no calendário o 1º Festival Brasileiro de Teatro. De hoje até o outro sábado, os grupos apresentarão em diversos pontos da cidade.

O preço é camarada: O espetáculo de abertura vai custar apenas R$ 5,00 (com direito a meia-entrada para estudantes). Surge mais uma oportunidade de conhecer o teatro brasileiro, se atualizar com as artes, tudo com um preço acessível.

Ah, falando em teatro, este mês eu retorno aos trabalhos da peça A Vida É Sonho com o grupo Elementos em Cena. Fim do ano tem apresentação!

Escrito por Giovanni Ramos às 12h10
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Sim e Não

Nos dias 1, 2 e 3 de dezembro, a Fundação Cultural de Blumenau realiza o MOTTAB - Mostra do Talento do Teatro Amador de Blumenau. Um espaço para novos teatreiros mostrarem seu espaço. Eu estarei participando com mais alguns membros do grupo Elementos em Cena, com uma novidade: estarei na direção.

Será minha primeira experiência na direção de uma peça. Os sete anos que estou envolvido com o teatro, o conhecimento da peça a ser dirigida e minha experiência como narrador de live actions, darão suporte ao novo desafio. A peça será DIZ QUE SIM, DIZ QUE NÃO de Bertold Brecht.

Diz que sim, diz que não é uma reflexão sobre as tradições culturais dos povos. Dos dogmas que a sociedade cria e leva adiante sem refletir e pensar sobre. Brecht utiliza-se de uma criança como agente transformador da sociedade, desafiando os costumes, fazendo os povos evoluírem.

O estilo de teatro de Brecht tem carater educativo. Não há como assistir uma peça dele e sair sem refletir sobre o assunto proposto. É a sociologia no teatro.

Escrito por Giovanni Ramos às 22h56
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A Vida é Sonho

É certo; então reprimamos Esta fera condição, Esta fúria, esta ambição, Pois pode ser que sonhemos E o faremos, pois estamos Em mundo tão singular Que o viver é só sonhar E a vida ao fim nos imponha Que o homem que vive, sonha O que é, até despertar. Sonha o rei que é rei, e segue Com esse engano mandando, Resolvendo e governando. E os aplausos que recebe, Vazios, no vento escreve; E em cinzas a sua sorte A morte talha de um corte. E há quem queira reinar Vendo que há de despertar No negro sonho da morte? Sonha o rico sua riqueza Que trabalhos lhe oferece; Sonha o pobre que padece Sua miséria e pobreza; Sonha o que o triunfo preza, Sonha o que a luta e pretende, Sonha o que agrava e ofende E no mundo, em conclusão, Todos sonham o que são, No entanto ninguém entende. Eu sonho que estou aqui De correntes carregado E sonhei que em outro estado Mais lisonjeiro me vi Que é a vida?Um frenesi. Que é a vida?Uma ilusão, Uma sombra, uma ficção; O maior bem é tristonho, Porque toda a vida é sonho E os sonhos, sonhos são.

Resenha da peça do dramaturgo Calderón La Barca
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Vida_%C3%A9_Sonho"
 
Em breve no teatro blumenauense!

Escrito por Giovanni Ramos às 11h10
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Festival 2

O Festival começou. O espetáculo de abertura dirigido por Paulo José foi uma leitura em cima de Brecht com a peça intitulada "O Homem é o Homem" que mostra a banalidade e a estupidez do ser humano em uma guerra. A peça utilizou-se de nomes como "eurásia", e unindo a ingenuidade de quem lutava, havia como relacionar a peça a George Orwell em 1984. Tudo isso com um humor satírico. BOOOA ABERTURA!

A peça do domingo "Feitiço" de São Paulo foi a primeira que vi da mostra universitária. Não gostei muito. Era uma comédia, e eu que acho graça de tudo, não consegui rir muito. A personagem que fazia a função de bufão na história forçou demais na fala, e TALVEZ ali tenha sido uma falha. Talvez, sou apenas um ator amador e não um crítico estudado das artes. Isso é apenas uma impressão.

Não me inscrevi em nenhuma oficina por causa do trabalho. Estou frustrado pois havia oficina da Commedia Dell Arte me chamando. Fazer o que!!!! 

Escrito por Giovanni Ramos às 00h43
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Vai começar o Festival

 

Começa daqui a pouco, o 20º Festival Universitário de Teatro de Blumenau com a temática Práticas de Formação.

 

O festival organizado pela Furb é uma chance de assistir espetáculos de boa qualidade por preços bem populares. É o povão que vai com esses preços? Não. Infelizmente quem vai são pessoas de classe média alta querendo se aparecer, e a grande maioria estudantes universitários, esses sim (não todos claro), com interesse em teatro, mas sempre com dificuldades financeiras.

Estarei escrevendo pelo menos um dia sim, um dia não, sobre o festival.

Escrito por Giovanni Ramos às 18h27
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Contadores de Histórias X Direitos Autorais

Num estudo na Unesco com 32 países, o Brasil ficou em último lugar em estímulo a leitura. Somos um país com milhares de analfabetos e pessoas desinteressadas em livros mesmo com tanta riqueza na literatura brasileira.

Para mudar esse quadro, o nosso país possui várias iniciativas da sociedade civil organizada, para estímulo a leitura. O projeto "Amigos da Escola" por exemplo, possui um programa para montar grupos de leitura nas escolas públicas do Brasil. Existem também, ligados as universidades, vários grupos de contadores de histórias, que contam os romances brasileiros em comunidades, como forma de incentivo a literatura.

A maioria das pessoas que contam histórias no Brasil, são voluntárias, estudantes universitários muitos deles, que recebem apenas uma ajuda de custos para financiar a faculdade para o trabalho de incentivo a literatura. Tudo isso ajuda o país, a educação, a literatura, etc. O trabalho de levar as grandes obras a comunidade, principalmente as obras infantis, cria uma nova geração de leitores.

Mas é uma pena que nem todos os autores estão felizes com essas atitudes. A escritora carioca Ana Maria Machado, imortal da Academia Brasileira de Letras, quando esteve no Teatro Municipal de Itajaí, apresentou um olhar bem diferente para os contadores de histórias.

A arrogância dela iniciou-se quanto à alteração de suas histórias. Ela não admite de forma alguma que alguém conta um romance seu e altere-o em uma determinada parte. Se o contador não for fiel ao livro, ela sugere que ele não diga que é a história dela. E se o contador for fiel, ele deve pagar 10% de direitos autorias para ela. Ana Maria Machado justificou isso como defesa da propriedade intelectual e citou os grupos de teatro que pagam para os dramaturgos para representar suas peças.

A imortal Ana Maria Machado então, quer explorar os "meros mortais" contadores de estórias, que não ganham praticamente nada para levar cultura e arte às comunidades. Apenas os grupos de teatro profissionais pagam direitos autorais, os amadores normalmente não pagam pois não ganham a vida com as artes cênicas.

Cobrar direitos autorais de quem na verdade, ajuda à autora, levando suas histórias a sociedade, é um exagero tremendo. É não ver a realidade do Brasil, ou então despreza-la, pensando apenas em seu dinheiro.

Escrito por Giovanni Ramos às 01h12
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